por Dhion C. Hedlund

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital - Preservar para garantir o acesso

agosto 27, 2010 Postado por Dhion C. Hedlund Sem comentários
(CONARQ - Conselho Nacional de Arquivos)

Considerando que a informação arquivística, produzida, recebida, utilizada e conservada em sistemas informatizados, vem constituindo um novo tipo de legado: o patrimônio arquivístico digital;

Considerando que este patrimônio arquivístico digital se encontra em perigo de desaparecimento e de falta de confiabilidade, e que sua preservação em benefício das gerações atuais e futuras é uma preocupação urgente no mundo inteiro;

Considerando que a Carta para a Preservação do Patrimônio Digital da UNESCO manifesta a necessidade de os Estados membros, incluindo o Brasil, estabelecerem políticas e ações para proteger o patrimônio digital;

Considerando que o Conselho Internacional de Arquivos estabeleceu entre seus princípios que os arquivos devem facilitar o estabelecimento de políticas, procedimentos, sistemas, normas e práticas que levem os produtores de documentos a criar e manter documentos arquivísticos fidedignos, autênticos, preserváveis e acessíveis;

Considerando que o Conselho Nacional de Arquivos tem por finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e privados e exercer orientação normativa visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos de arquivo, independente do suporte em que a informação está registrada;

O Conselho Nacional de Arquivos, em sua 34ª reunião plenária, realizada em 6 de julho de 2004, no Rio de Janeiro, aprova a presente Carta.

As organizações públicas e privadas e os cidadãos vêm cada vez mais transformando ou produzindo documentos arquivísticos exclusivamente em formato digital, como textos, bases de dados, planilhas, mensagens eletrônicas, imagens fixas ou em movimento, gravações sonoras, material gráfico, sítios da internet, dentre muitos outros formatos e apresentações possíveis de um vasto repertório de diversidade crescente.

As facilidades proporcionadas pelos meios e tecnologias digitais de processamento, transmissão e armazenamento de informações reduziram custos e aumentaram a eficácia dos processos de criação, troca e difusão da informação arquivística. O início do século XXI apresenta um mundo fortemente dependente do documento arquivístico digital como um meio para registrar as funções e atividades de indivíduos, organizações e governos.

Os documentos arquivísticos são gerados e mantidos por organizações e pessoas para registrar suas atividades e servirem como fontes de prova e informação. Eles precisam ser fidedignos e autênticos para fornecer evidência das suas ações e devem contribuir para a ampliação da memória de uma comunidade ou da sociedade como um todo, vez que registram informações culturais, históricas, científicas, técnicas, econômicas e administrativas.

A eficácia de um documento arquivístico depende da qualidade e do rigor dos procedimentos de produção e manutenção realizados pelas organizações produtoras de documentos. Entretanto, como a informação em
formato digital é extremamente suscetível à degradação física e à obsolescência tecnológica – de hardware, software e formatos –, essas novas facilidades trazem conseqüências e desafios importantes para assegurar sua integridade e acessibilidade. A preservação dos documentos arquivísticos digitais requer ações arquivísticas, a serem incorporadas em todo o seu ciclo de vida, antes mesmo de terem sido criados, incluindo as etapas de planejamento e concepção de sistemas eletrônicos, a fim de que não haja perda nem adulteração dos registros. Somente desta forma se garantirá que esses documentos permaneçam disponíveis, recuperáveis e compreensíveis pelo tempo que se fizer necessário.

A preservação de documentos arquivísticos tem por objetivo garantir a autenticidade e a integridade da informação, enquanto o acesso depende dos documentos estarem em condições de serem utilizados e compreendidos. O desafio da preservação dos documentos arquivísticos digitais está em garantir o acesso contínuo a seus conteúdos e funcionalidades, por meio de recursos tecnológicos disponíveis à época em que ocorrer a sua utilização. Assim, é importante alertar os governos, as organizações públicas e privadas, as instituições de ensino e pesquisa e todos os setores da sociedade brasileira comprometidos com a inclusão informacional para os seguintes problemas:

  • Dependência social da informação digital
O governo, a administração pública e privada, a pesquisa científica e tecnológica e a expressão cultural dependem cada vez mais de documentos digitais, não disponíveis em outra forma, para o exercício de suas atividades. 
  • Rápida obsolescência da tecnologia digital 
A preservação de longo prazo das informações digitais está seriamente ameaçada pela vida curta das mídias, pelo ciclo cada vez mais rápido de obsolescência dos equipamentos de informática, dos softwares e dos formatos.

  • Incapacidade dos atuais sistemas eletrônicos de informação em assegurar a preservação de longo prazo
Atualmente, não obstante os pesados investimentos em tecnologia da informação, há uma crescente debilidade estrutural dos sistemas eletrônicos de informação, que os incapacitam de assegurar a preservação de longo prazo e o acesso contínuo às informações geradas num contexto de rápido avanço tecnológico.
  • Fragilidade intrínseca do armazenamento digital
A tecnologia digital é comprovadamente um meio mais frágil e mais instável de armazenamento, comparado com os meios convencionais de registrar informações, tendo um impacto profundo sobre a gestão dos documentos digitais no presente para que se tenha garantia de acesso no futuro.
  • Complexidade e custos da preservação digital
A preservação de documentos digitais pressupõe uma constante atualização de suporte e de formato, além de estratégias para possibilitar a recuperação das informações, que passam pela preservação da plataforma de hardware e software em que foram criados, pela migração ou pela emulação. Estas são algumas iniciativas que vêm sendo tomadas, mas que não são ainda respostas definitivas para o problema da preservação de longo prazo. Não há soluções únicas e todas elas exigem investimento financeiro elevado e contínuo em infra-estrutura tecnológica, pesquisa científica aplicada e capacitação de recursos humanos. 
  • Multiplicidade de atores envolvidos
A preservação da informação em formato digital não se limita ao domínio tecnológico, envolve também questões administrativas, legais, políticas, econômico-financeiras e, sobretudo, de descrição dessa informação através de estruturas de metadados que viabilizem o gerenciamento da preservação digital e o acesso no futuro. Desta forma, preservar exige compromissos de longo prazo entre os vários segmentos da sociedade: poderes públicos, indústria de tecnologia da informação, instituições de ensino e pesquisa, arquivos e bibliotecas nacionais e demais organizações públicas e privadas. 

Reconhecida a instabilidade da informação arquivística digital, é necessário o estabelecimento de políticas públicas, diretrizes, programas e projetos específicos, legislação, metodologias, normas, padrões e protocolos que minimizem os efeitos da fragilidade e da obsolescência de hardware, software e formatos e que assegurem, ao longo do tempo, a autenticidade, a integridade, o acesso contínuo e o uso pleno da informação a todos os segmentos da sociedade brasileira. Isto só será possível se houver uma ampla articulação entre os diversos setores comprometidos com a preservação do patrimônio arquivístico digital, e em cooperação com os organismos nacionais e internacionais.

Desta forma, manifestamos a importância das instituições arquivísticas, do poder público, da indústria de tecnologia da informação e comunicação e das instituições de ensino e pesquisa, implementarem ações, especialmente no que concerne a:

      1.  Elaboração de estratégias e políticas
  • Gestão arquivística de documentos
Definir procedimentos e estratégias de gestão arquivística de documentos quando da criação, transmissão e preservação de documentos em formatos digitais, com o objetivo de garantir a produção e manutenção de documentos fidedignos, autênticos, acessíveis, compreensíveis e preserváveis.
  • Instrumentalização dos arquivos
Orientar quanto à criação de infra-estrutura nas instituições arquivísticas e nas organizações produtoras e acumuladoras de documentos, no que concerne a equipamentos, sistemas, metodologias e recursos humanos capacitados, para que possam desempenhar um papel ativo na gestão da preservação dos documentos digitais.

  • Governo eletrônico
Promover a participação de representantes das instituições arquivísticas nos projetos de governo eletrônico, para a definição de estratégias, padrões e normas de gestão, preservação e acesso a documentos e informações, conforme orientação do Conselho Internacional de Arquivos e da UNESCO.
  • Ações cooperativas
Incentivar programas cooperativos de preservação de documentos digitais para aplicação e compartilhamento de recursos sob a forma de acordos, consórcios, convênios e parcerias.

       2. Estabelecimento de normas
  • Padrões e protocolos
Definir e/ou recomendar a utilização de padrões e protocolos abertos e de aceitação ampla na criação, uso,
transmissão e armazenamento de documentos digitais; e desenvolver soluções em cooperação com organizações de pesquisa e a indústria de tecnologia da informação e comunicação.
  • Requisitos funcionais
Definir os requisitos funcionais e estimular sua adoção para orientar o desenvolvimento e a aquisição de sistemas eletrônicos de gestão arquivística, que sejam adequados às especificidades da legislação e das práticas arquivísticas brasileiras.
  • Metadados
Definir estruturas padronizadas de metadados e determinar a sua utilização nos sistemas eletrônicos de gestão arquivística, com o propósito de gerir a preservação e a acessibilidade dos documentos digitais.
  • Segurança da informação digital
Definir política de segurança da informação, que considere os aspectos legais, organizacionais, humanos e tecnológicos, de modo a garantir a autenticidade dos documentos digitais e o sigilo da informação, bem como a proteção contra perdas, acidentes e intervenções não autorizadas.

        3. Promoção do conhecimento

  • Agenda de pesquisa
Desenvolver uma agenda nacional de pesquisa para a preservação e longevidade dos documentos digitais, alinhada com as principais iniciativas nacionais e internacionais, com a participação das agências governamentais de fomento e de amparo à pesquisa, universidades e outras entidades dos setores público e privado.
  • Ensino e formação de recursos humanos
Estimular a inserção do tema Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital na formação dos profissionais de informação, especialmente dos arquivistas, nos cursos de graduação e pósgraduação.
  • Disseminação do conhecimento
Estabelecer ações de identificação, disseminação e compartilhamento do conhecimento e a utilização de
metodologias e técnicas para a gestão e a preservação de documentos arquivísticos digitais.

O CONARQ reafirma o seu compromisso com a aplicação de políticas públicas voltadas para a preservação do patrimônio arquivístico digital, e convoca os setores públicos e privados, envolvidos com a produção e proteção especial dos documentos em formato digital, a envidarem esforços para garantir sua preservação e acesso contínuo, condição fundamental para a democratização da informação arquivística em nosso país e a preservação da memória nacional."




Brasil realiza primeiro encontro internacional sobre gerenciamento de conteúdo corporativo

agosto 20, 2010 Postado por Dhion C. Hedlund 2 comentários

Evento apresentará, em São Paulo, as melhores práticas e as últimas novidades voltadas à gestão do grande volume de informações não-estruturadas que circulam nas empresas.

São Paulo, agosto de 2010 – O segmento de Enterprise Content Management (ECM) vai ganhar pela primeira vez um evento internacional na América Latina, o ECM SHOW – EXPO + CONFERENCE 2010 (www.ecmshow.com.br), marcado para os dias 28 e 29 de setembro na capital paulista.

Estão confirmados os keynotes Atle Skjekkeland, vice-presidente da Association for Information and Imaging Management (AIIM), a mais importante entidade internacional de ECM; e Allan Pelz-Sharpe, diretor do Real Story Group, instituto de pesquisa norte-americano focado no setor; Eugene Roman, CIO da Open Text; e Pamela Doyle, diretora do Grupo Imaging Products da Fujitsu.  Eles trarão ao País as novidades e as tendências na área.

O ECM reúne tecnologias, estratégias, métodos e ferramentas destinadas a capturar, gerenciar, armazenar, preservar e distribuir conteúdo e documentos não-estruturados que envolvem uma organização. Sua utilização no Brasil vem crescendo nos últimos anos. Isso devido ao imenso volume de informações que se encontram fora da base de dados das corporações, impondo a elas desafios cada vez maiores na gestão de documentos e dos processos de negócios.

É dentro desse cenário que o ECM SHOW – EXPO+ CONFERENCE 2010 apresentará uma visão profunda sobre a importância da disponibilidade da informação não-estruturada para as empresas, que precisam ser cada vez mais competitivas em um mundo sem fronteiras.

Serão mais de 50 palestras envolvendo temas como Business Process Management (BPM), Web 2.0, Records Management , Captura/Imaging; Compliance, e-Mail Management; d-Discovery; Redes Sociais, Cloud Computing, Segurança da Informação, Business Process Outsourcing (BPO); Risk Management e Business Continuity.

Para aliar a teoria à prática, dois eventos paralelos integram o encontro: o ECM Hands-On e o ECM Show Case, nos quais os congressistas vão conhecer as melhores práticas e os processos que estão modernizando as formas de trabalho nas corporações.

O ECMSHOW 2010, promovido pela Guia Business Media, tem o apoio da Associação Brasileira da Gestão de Documentos (ABGD), Associação Nacional dos Gestores de Contratos (ANGC) e Associação Brasileira de Empresas de Identidade Digital (ABRID).
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ECMSHOW 2010 - Primeiro congresso internacional sobre gestão de conteúdo e documento empresarial na América Latina, com 50 palestras e a participação de keynotes nacionais e internacionais, em São Paulo. Também haverá uma feira com os principais fornecedores de produtos, soluções e serviços para o mercado de Enterprise Content Management (ECM)

Quando: 28 e 29 de setembro,
Local: Sheraton WTC São Paulo
Endereço: Av. das Nações unidas, 12.551
Horário: A partir das 8h

Outras informações: www.ecmshow.com.br



Segurança no pen drive

agosto 16, 2010 Postado por Dhion C. Hedlund 2 comentários
Olá pessoal.... há dias que não escrevo.....bom, eu gostaria de compartilhar com vocês este tutorial para criptografar seu pen drive....é bom, pois caso você tenha arquivos e que não seria bom se caísse em mãos erradas, então você pode aplicar uma senha de acesso ao pen drive.... aki vai o link: http://memphyx.wordpress.com/2010/07/25/criptografe-seu-pendrive-parte-1-linux-on-the-fly-encrypt/

flw....






Cursos gratuitos em T.I. online pela Fundação Bradesco

agosto 06, 2010 Postado por Dhion C. Hedlund 1 comentário

Escrito por Jennifer Payne:

"Após me matar de procurar curso de C++ em Recife, tentar contratar um professor particular e coisas do gênero, hoje, descobri que a Fundação Bradesco oferece cursos online gratuitos em diversas área de TI e inclusive treinamento CISCO semi-presencial e resolvi compartilhar, o cadastro é gratuito, a licensa de uso é tranquila e você ainda recebe certificado da fundação.

Pelas horas do curso, imagino que sejam cursos de iniciação, mas já é grande coisa, considerando o branco que quem não sabe nada, está no momento.

Entre os cursos online, os que me chamaram a atenção foram:

MySQL Server 2005
Economia de Energia
C++ Orientado a Objeto
Aplicações Windows Mobile
Analise estruturada de sistemas
HTML básico e avançado
Intro ao JavaScript
C#
UML
webdesign
Lógica de Programação
SilverLight

Tem muuuuuuuuuuuitos outros lá.

Com certeza uma parte destes cursos terei o prazer de completar.

Segue abaixo o link

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