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Software espião já ultrapassa vírus destruidor


Estratégia dos piratas virtuais hoje é se instalar secretamente no PC para obter dados. Variantes de spyware pularam de 2.000 em 2003 para mais de 20 mil em 2005.

Nos primeiros anos da internet, a grande preocupação dos usuários em relação aos piratas virtuais era o perigo de ter seus arquivos destruídos e até mesmo todo o funcionamento do PC comprometido. Hoje, esse método já está estacionado, e o maior problema é manter os dados protegidos: o spyware, código malicioso que se instala secretamente no computador do usuário para roubar dados, tem milhares de novas variações criadas a cada dia.

“O vírus utilizado para destruir arquivos já foi controlado, não houve aumento no número de variações nos últimos anos. Mas é cada vez maior a criação de técnicas para a invasão despercebida de computadores, aliadas ao crime virtual” afirma Eduardo D’Antona, diretor-executivo da Panda Software, empresa que desenvolve soluções de segurança.

Segundo o especialista, a quantidade de variantes de spyware foi de menos de 2.000 em 2003 para mais de 20 mil em 2005. Já a quantidade de variantes dos vírus destruidores se manteve estável durante o mesmo período.

O spyware pode se instalar no computador automaticamente, quando o usuário acessa o link de um site não confiável, recebido por e-mail, por exemplo. Essa técnica, chamada de phishing scam, se aproveita da curiosidade do usuário para conseguir realizar a instalação de códigos maliciosos. “Ao baixar arquivos suspeitos também pode haver a contaminação. A partir daí, o criminoso passa a monitorar a atuação de usuário, podendo roubar senhas com técnicas de captura de digitação”, explica D’Antona.

A destruição de arquivos era utilizada pelos piratas para se autopromover -- costumava-se compará-los aos pichadores de muros. “Antes, eles destruíam sistemas ou arquivos, impedindo seu funcionamento. Hoje o foco mudou, a intenção é roubar o máximo de informações. Não vale à pena mostrar a cara, o lema é o do ‘quanto mais oculto melhor’, para conseguir informações confidenciais ou pessoais”, explica Patrícia Ammirabile, analista de segurança da McAfee.

Segundo uma pesquisa da empresa de segurança Sophos, 14,2% dos códigos maliciosos são produzidos no Brasil, sendo que a maior parte é destinada a roubar via internet dinheiro de usuários de bancos.

Mas como o spyware cresceu tanto, se hoje se fala cada vez mais na prevenção dos crimes via internet? Por atuarem agora com golpes que envolvem dinheiro, os piratas virtuais criam milhares de variações dos códigos maliciosos por dia, tentando superar as soluções de segurança criadas para combatê-los. “Além disso, a maioria dos usuários não distingue sites confiáveis dos não-confiáveis, facilitando a exploração da falta de conhecimento. O aumento de uso de tecnologias como celular e comunicadores instantâneos também ajuda no crescimento do número de ataques”, conta Patrícia.

Softwares gratuitos, download de arquivos de música, o uso de computadores de mão e de pen drives também podem levar à instalação de um programa sem o usuário saber. Patrícia explica que o crescimento das tecnologias disponíveis e da utilização desses equipamentos por parte dos usuários torna cômodo para os piratas virtuais o uso do spyware como estratégia de ataque.

Além disso, como os criminosos da internet não querem aparecer, é mais difícil identificar o problema. A percepção do usuário também mudou em relação à realidade: os internautas acham que há menos ameaças, por não se sentirem diretamente afetado por elas em seu dia-a-dia. “As pessoas têm a sensação de não serem atacadas, pois antes o ataque deixava a máquina lenta. Hoje é muito mais difícil perceber essa ação, e o usuário leigo não a identifica. Existem spywares que até limpam o registro do Windows, deixando a máquina mais rápida”, explica D’Antona.

Quando falam sobre proteção, os dois especialistas concordam: para se prevenir dos ataques, é preciso ter instalado no computador uma solução antivírus atualizada, um anti-spyware e um firewall. Além disso, eles aconselham os usuários a não clicarem em links, baixarem arquivos desconhecidos e evitarem sites de conteúdo suspeito. “No universo virtual, um computador desprotegido representa no mundo real um carro sem ocupantes, com os vidros abertos e a chave no contato”, diz D’Antona. Veja abaixo como se proteger dos golpistas da internet.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL41135-6174,00-SOFTWARE+ESPIAO+JA+ULTRAPASSA+VIRUS+DESTRUIDOR.html



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